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Dúvida do Viajante: o que devo saber antes de viajar a países islâmicos?
mar/13
20
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O mundo islâmico desperta cada vez mais o fascínio de viajantes brasileiros. Turquia, Marrocos, Egito, Jordânia, diversas cidades de Israel, Dubai, Abu Dhabi, Tunísia e Zanzibar (ilha da Tanzânia, em meio ao Oceano Índico) são alguns dos mais concorridos destinos entre turistas interessados na cultura islâmica. Mas algumas dúvidas de etiqueta sempre surgem para quem está de malas prontas. Por exemplo: como se vestir e como não cometer gafes nos templos e nos passeios?

É legal adequar-se às regras da cultura e da religião local não só por questão de respeito aos lugares visitados, mas também porque isso proporciona uma imersão cultural mais consciente e mais rica para quem viaja.  Fique atento às seguintes regras, e suas variações, nestes destinos encantadores.

  1. Para visitar mesquitas, é preciso seguir à risca as regras de vestuário: mulheres devem estar de ombros e cabelos cobertos (um lenço resolve) e usar saias abaixo do joelho ou calças; homens devem vestir camisa e calça comprida (bermuda não vale). Antes de entrar nos templos, deve-se tirar os sapatos também.

É comum haver, na porta de alguns templos, locais onde se alugam ou emprestam protetores para os pés e túnicas para quem não está com as roupas adequadas. É bom observar ainda que nem toda mesquita permite a entrada de não-muçulmanos ou visitantes que não estão ali para os cultos.

2.  Confira se fotos são permitidas dentro de construções religiosas antes de sacar a câmera fotográfica. Cuidado também com fotografias de pessoas: não é legal fotografar gente andando pelas ruas, ou nos mercados, sem pedir autorização prévia.

3.  Mesmo em destinos de praia, como Zanzibar, na Tanzânia (África), e Dubai, nos Emirados Árabes, não vale circular em trajes de banho. Na praia, os moradores locais tomam banho vestidos, e não de biquíni e sunga.

É aceitável que você use os trajes ocidentais nas praias mais turísticas e cheias de estrangeiros, mas lembre-se de se vestir antes de pegar uma trilha ou de sair para uma praia mais deserta, em que predomine a comunidade tradicional local.  Longe da praia, ao circular pela cidade e usar transporte público, esteja sempre vestido.

4.  O consumo de álcool é sempre um assunto delicado nestes destinos, uma vez que a religião islâmica o proíbe. Ao chegar a um novo país ou cidade, especialmente em comunidades rurais ou vilas pequenas, se informe sempre sobre a conduta usual.

Dentro do Marrocos, por exemplo, há diferentes contextos: em Marrakech, só se compra bebidas alcoólicas em restaurantes mais caros e bares de hotel; em Casa Branca, mais liberal, há um pouco mais de opções de estabelecimentos onde tomar uma cervejinha. Em cidades pequenas, pode ser impossível achar álcool.

Há também os países mais ortodoxos, como o Irã, onde o álcool é banido em todos os locais públicos e, mesmo nas residências, é consumido com precaução. Já em cidades mais cosmopolitas de países mais moderados, como Istambul, na Turquia, e Dubai, nos Emirados Árabes, o consumo de álcool é tolerado. Mas evite os excessos. Ficar alcoolizado em público tem uma conotação muito mais ofensiva no mundo islâmico do que no Ocidente.

5.  Observe o tabu da mão esquerda. Não coma, acene ou entregue coisas às pessoas usando a mão esquerda. Ela é, segundo o costume, a mão usada para realizar a higiene pessoal, e para tocar em coisas que não estão puras ou limpas. Uma das hipóteses dos historiadores para isso é que os árabes do deserto, onde água e sabão não eram abundantes, usavam a mão direita para comer e realizar outras tarefas nobres, enquanto a esquerda tinha mais contato com a areia. Já os religiosos se baseiam em passagens do Alcorão que condenam o uso da mão esquerda.

6.  Vale tomar um cuidado especial em viagens durante o Ramadã (o nono mês do calendário islâmico), quando os muçulmanos praticam o jejum durante o dia. Não é esperado que os turistas cumpram as regras do período, mas é bom ser discreto ao comer, beber e fumar em público entre o nascer e o pôr do sol. Em alguns destinos mais tradicionais, como em Zanzibar, apenas restaurantes de hotel e lugares bem turísticos servem almoço durante o Ramadã (e, se houver mesas na calçada ou perto da janela, elas estarão escondidas por tapumes, por respeito aos passantes).

Ainda durante o Ramadã, é comum que atrações turísticas estejam fechadas – o que, numa cidade como o Cairo, por exemplo, cheia de museus, pode atrapalhar a viagem.

Em 2013, o feriado vai de 9 de julho a 7 de agosto. Para consultar o calendário de outros anos, clique aqui.

 

E você, tem outras dicas? Já passou por alguma situação inusitada por conta de diferenças culturais durante uma viagem? Compartilhe sua história na caixa de comentários.

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