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Cairo ou Johanesburgo?
fev/12
22
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Quem planeja uma primeira viagem ao continente africano pode ficar na dúvida entre seus dois gigantes do turismo: África do Sul ou Egito? Mas, apesar de igualmente cobiçados por viajantes do mundo todo, os dois países são exemplares típicos de dois “mundos” diferentes que coexistem dentro do continente: a África Negra (também chamada Subsaariana), ao sul, e a África Árabe (também chamada Branca), ao norte. Johanesburgo, a maior cidade da África do Sul, com seus mais de 7 milhões de habitantes na área metropolitana, tem se modernizado rapidamente nos últimos 20 anos, ainda mais com a Copa do Mundo de 2010. O lugar transpira fatos históricos contemporâneos – estão por toda parte oportunidades para relembrar e aprender mais sobre a luta de Nelson Mandela e companhia contra a discriminação racial e o apartheid. Joburg (como é chamada carinhosamente) é ainda o centro dos negócios do país e serve de porta de entrada para os safáris emocionantes nos parques nacionais sulafricanos, como o Kruger Park.

Já a ainda mais populosa Cairo, capital do Egito, com seus quase 20 milhões de habitantes na área metropolitana, é um lugar para reconstruir na memória uma história muito mais antiga, de 5000 anos atrás. Embora nos últimos meses seja inevitável não ver no dia a dia das pessoas também os resquícios de um marco mais recente, a luta pela democracia e derrubada do ditador Hosni Mubarak em 2011, são os seus cartões-postais da antiguidade, mundialmente conhecidos, que vão causar o maior impacto ao forasteiro: as pirâmides de Giza e a esfinge. Seguidos pelas mesquitas, os mercados árabes lotados de gente e as feluccas, tradicionais barcos egípcios que deslizam pelo rio mais extenso do mundo, o Nilo, coluna vertebral da cidade. Para ajudá-lo a decidir qual África conhecer primeiro, comparamos os pontos fortes de cada cidade. Confira.

Cartões-postais

Visitar as três grandes pirâmides de Giza e a esfinge é sonho de consumo de quase todo viajante. Elas foram construídas ali há mais de 4 mil anos, e mesmo assim ainda guardam mistérios que desafiam os arqueólogos. Outros marcos importantes podem ser vistos na Cairo Islâmica, com mesquitas e minaretes se impondo no horizonte. De cima dos minaretes de Bab Zuweila, o único portão da cidade medieval do século 10 que restou de pé, tem-se a mais bela vista da área urbana. Na mesquita Al-Azhar, a primeira do Cairo, do século 10, a arquitetura mostra sinais do domínio otomano, no século 15, e da posterior ocupação francesa. De volta ao século 21, e na outra ponta da África, Johanesburgo tem como cartão-postal do momento o estádio Soccer City, figurinha fácil nas transmissões da Copa do Mundo de 2010. Com capacidade para até 90 mil espectadores, seu projeto foi inspirado em antigos potes de barro africanos. As diferentes cores que aparecem no mosaico que o envolve do lado de fora simbolizam tons de fogo e de terra. Para um visual panorâmico da metrópole, o melhor é subir os 269 metros da torre de telecomunicação Telkom, no bairro de Hillbrow.

Museus

No Cairo, o Museu Egípcio é atração imperdível principalmente pela impressionante coleção de múmias – em muitas delas se vê ainda cabelos e unhas, um espanto. As galerias com o tesouro encontrado na tumba do faraó Tutankamon (são mais de 1700 itens), que governou o Egito de 1333 a.C a 1327 a.C., também causam furor. Em Joburg, o museu obrigatório é o do Apartheid, no subúrbio de Soweto. O acervo conta a história de 40 anos de segregação racial na África do Sul por meio de depoimentos, fotos e objetos – estão expostas 121 forcas, que simbolizam os presos políticos mortos pelo regime. A experiência não fica só na observação. Na entrada, os visitantes são divididos em brancos e não-brancos, e cada grupo entra por uma porta diferente – a seleção não leva em conta a cor da pele, apenas simula o clima que a população vivia na época.

Hotelaria

Não faltam boas opções de hospedagem de padrão internacional em nenhum dos dois destinos. No Cairo, hotéis luxuosos como o Grand Hyatt, o Four Seasons e o Intercontinental estão em Garden City, a zona mais tranquila da cidade. Outras bandeiras, como Marriot e Sofitel, se instalaram no Cairo Islâmico, mais perto de algumas das principais atrações turísticas. Já em Joburg, os hotéis de rede como o Grand Hyatt, o Intercontinental e o Crowne Plaza se concentram em Sandton e Rosebank, os centros de negócios. Há também hotéis perto do aeroporto e resorts luxuosos nas imediações da cidade, entre eles o aristocrático Westcliff Hotel.


Gastronomia

Como em toda metrópole, pode-se comer muito bem em restaurantes de culinária internacional ou de sotaques italianos, franceses etc., tanto no Cairo quanto em Joburg. Mas para quem gosta de se esbaldar com a cozinha local, há boas diferenças. No Cairo, espere encontrar as receitas do Oriente Médio: homus, coalhada, pão sírio, pastas de berinjela, falafel, kaftas, kebabs e uma infinidade de outras deliciosas. As saladas são onipresentes, assim como diferentes usos para berinjelas e grãos de bico. Come-se tudo isso muitas vezes em mezze – pequenas porções de comidas quentes e frias feitas para compartilhar. Já nas mesas da África do Sul, o que chama a atenção em primeiro lugar são os vinhos fabulosos produzidos nas vinícolas do país. Para comer, espere fartura e qualidade nos pratos de carne – uma paixão nacional – e não deixe de provar a variedade de carnes de caça (antílopes de várias espécies e avestruzes, entre outras mais exóticas). Bons frutos do mar e vegetais, entretanto, não faltam.

Transporte

As duas metrópoles têm grandes avenidas e trânsito complicado (no Cairo, beira o caótico). Em Joburg, entretanto, alugar um carro pode ser uma boa opção, além de usar táxis (prefira as companhias de táxi que têm parcerias com os hotéis). Já no Cairo, nem se incomode em dirigir: escolha os táxis amarelos – mais caros, mas também mais confiáveis – ou faça passeios que já incluem traslado.

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